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Nada

sábado, 8 de agosto de 2009

Pela primeira vez, frente-a-frente, depois de tudo. Não sinto nada. Talvez deva encarar-te melhor, olhar-te mais prolongadamente.

Nada, não sinto nada. Não tenho arritmias, não estou a suar, não sinto um nó no estômago. Não se apoderam de mim a saudade, nem a raiva, nem o arrependimento, nem a tristeza, nem se quer a vontade. Continuo a sorrir, a falar com os meus amigos. Deixo-me envolver pelo ambiente, apesar da música não ser a melhor. Converso normalmente, como se nem estivesses lá. Como se eu não tivesse passado anos com a tua imagem todos os dias na minha mente. Como se não tivéssemos enlaçado as mãos vezes e vezes sem conta, como se não tivéssemos falado horas e horas sobre tudo e mais alguma coisa, como se não tivéssemos partilhados preocupações, desejos, sonhos. Como se cada momento que guardo na memória não passasse de pura imaginação minha. Como se não tivesses sido a pessoa que mais amei em toda a minha vida. Como se não continuasses a ser… Sinto-me feliz, e percebo porquê que não vivo nenhuma emoção neste momento. A minha mente é uma tela branca. Não penso em rigorosamente nada, não evoco o passado, nem o futuro. Estou Presente. Limito-me a sentir verdadeiramente sem dramatismos. E é ai que percebo, que te amo ao ponto de não sentir mais nada a par disso. Que te amo simplesmente, e portanto não espero nada, não exijo nada, não quero nada… 

Que mesmo sem te lembrar, nunca te esqueci. 


Revolução interior

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Por vezes o ser humano necessita de sofrer uma grande perda, ou viver algo que o faça desistir de tudo e de todos, inclusivé da própria vida. Nestes casos existem duas opções: ou deixamo-nos arrastar para o fundo do poço, ou mudamos a nossa maneira de ver, sentir e viver as situações.

Eu optei pela segunda hipótese. Deste modo, comecei por fazer uma transformação interior, lendo imenso sobre diversos assuntos espirituais. Conclui que a verdadeira felicidade (aquela que não dura apenas uma semana) vem de dentro de nós mesmos, não vale a pena procura-la fora.

Um dos livros que me ajudou nesta transformação foi "Um Novo Mundo" de Eckhart Tolle.

É daí que deixo o seguinte excerto. Vale a pena reflectir =)

Aquilo  que é vulgarmente designado por "apaixonar-se" representa, na maior parte dos casos, uma intensificação da carência e da necessidade egóica. Tornamo-nos  "viciados" na outra pessoa ou, melhor dizendo, na imagem que fazemos dessa pessoa. Não tem nada a ver com o verdadeiro amor, que não contém qualquer espécie de carência. A língua espanhola é a mais honesta em relação às noções convencionais de amor: te quiero tem dois significados: "quero-te" e "amo-te". A outra expressão para dizer "amo-te", Te amo, que  não contém esta ambiguidade, raramente é usada - talvez porque o verdadeiro amor é igualmente raro.